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"Gita" (Philips, 1974), Raul Seixas

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Com o seu primeiro álbum solo Krig-ha, Bandolo! , de 1973, Raul Seixas havia conquistado o público e a crítica. As faixas "Ouro de Tolo", "Metamorfose Ambulante", "Al Capone" e "Mosca na Sopa", caíram no gosto popular e revelaram um novo astro do rock brasileiro que tinha a capacidade de compor canções debochadas, irreverentes, inteligentes e contestadoras. Mas a prova de fogo mesmo viria com o álbum seguinte, Gita , que começou a ser gravado em janeiro de 1974. O sucesso de Krig-ha, Bandolo! fez a crítica e o público esperarem com grande expectativa o que Raul iria aprontar no álbum seguinte que contava com a produção de Marco Mazzola. Desde Krig-ha, Bandolo! , Raul já estava envolvido com assuntos místicos e filosóficos por conta da influência de Paulo Coelho, com o qual firmou parceria já naquele álbum, e isso se refletiria bastante em Gita , novo trabalho que contaria com sete músicas da parceria Raul Seixas-Paulo Coelho, e cinco d...

"Hard Again" (Blue Sky, 1977), Muddy Waters

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Após quase 30 anos, Muddy Waters deixava em 1976 a Chess Records, gravadora onde esteve desde a época em que ainda se chamava Aristocrat Records em meados dos anos 1940. Por meio da Chess, Waters consolidou o seu nome como o "Pai do Chicago Blues" e através dela lançou boa parte dos seus discos, alguns deles álbuns que se tornaram obras-primas do blues como o gravado ao vivo At Newport 1960 (1960) e o acústico Folk Singer (1964). Waters deixou a Chess um ano depois que a gravadora foi vendida a All Platinum Records. Contudo, Muddy Waters não ficou sem gravadora por muito tempo. Ainda em 1976, Waters assinou com a Blue Sky Records, selo do jovem guitarrista de blues, Johnny Winter, que era fã do lendário bluesman desde a infância. Vendo o seu ídolo sem gravadora, Winter não pensou duas vezes, e não só o trouxe para o seu selo como decidiu ele mesmo produzir o álbum da lenda do blues. Para a empreitada, Muddy Waters foi cercado de músicos competentíssimos do blu...

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"Tropicália Ou Panis Et Circencis" (Philips, 1968), vários artistas

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Em 1968, o mundo passava por uma grande turbulência. A Guerra do Vietnã continuava ceifando vidas e gerando comoção e protestos em todo o planeta. Na França, os protestos também tomavam conta daquele país em busca de mais liberdade, o mesmo acontecendo em Praga, capital da então Tchecoslováquia. Nos Estados Unidos, o assassinato do líder pacifista Martin Luther King, aos 39 anos, chocou o mundo inteiro. O movimento hippie ganhava força, quebrava paradigmas e revolucionava costumes, impulsionado pelo musical Hair e por astros do rock como Beatles, Rolling Stones , Jimi Hendrix e Janis Joplin. O filme 2001 - Uma Odisseia No Espaço , encantava o público com uma visão futurista da Terra. Naquele mesmo ano de 1969, um Brasil mergulhado numa ditadura militar desde 1964 - quando os militares haviam derrubado o presidente João Goulart (1918-1976) - via as suas ruas tomadas por protestos, tiros e bombas. A "Passeata dos 100 Mil" invadiu as ruas do Rio de Janeiro protestand...