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Mostrando postagens com o rótulo Hip hop/Rap

“A Mulher do Fim do Mundo” (Circus / Natura Musical, 2015), Elza Soares

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Por Sidney Falcão Elza Soares é um dos raros casos na história da música popular brasileira de artista que conseguiu na velhice reinventar a sua arte, renovar e ampliar o seu público. Enquanto alguns artistas ao passar dos 60 anos, se mostram repetitivos, pouco afeitos a inovações, preferindo estacionar na zona de conforto proporcionada pelas glórias do passado, Elza preferiu ousar, trilhar outros caminhos.     Desde o começo dos anos 2000, quando já havia chegado aos 70 anos de idade, Elza iniciava o seu processo de renovação criativa na sua carreira artística ao aproximar o samba e a MPB que praticava a estilos musicais mais contemporâneos como o rap, rock, reggae e música. O seu álbum Do Cóccix Até O Pescoço (2002) iniciou esse processo de transformação. Vivo Feliz (2003), o álbum seguinte, deu continuidade ao processo, porém explorando mais a fundo as batidas eletrônicas. A sintonia de Elza Soares com rap, rock e a música eletrônica, somadas á sua postura engajada a ...

“Afrociberdelia” (Chaos/Sony Music, 1996), Chico Science & Nação Zumbi

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Por Sidney Falcão Os pernambucanos da banda Chico Science & Nação Zumbi desfrutavam de prestígio graças ao aclamadíssimo álbum de estreia Da Lama Ao Caos , lançado em 1994. O disco conquistou a opinião da crítica e surpreendeu o público, que comprou 100 mil cópias do álbum. Da Lama Ao Caos abriu portas e atravessou fronteiras. Em 1995, Chico Science & Nação Zumbi levaram a nova música pernambucana para fora do Brasil através da turnê intitulada From Mud To Chaos ( Da Lama Ao Caos em inglês), que passou pela Alemanha, Suíça, Holanda, Bélgica e Estados Unidos. Na Suíça, os pernambucanos se apresentaram no legendário Festival de Montreaux. A passagem de Chico Science & Nação Zumbi pelos Estados Unidos incluiu apresentação no CBGB, em Nova York, “templo sagrado” do punk nova-iorquino que revelou Ramones, Blondie, Talking Heads e Television. Após deixarem uma ótima impressão no exterior, Chico Science & Nação Zumbi retornaram para o Brasil com a moral lá em cima. Fora...

10 discos essenciais: rock brasileiro anos 1990

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Por Sidney Falcão Após um período fértil e de grande exposição na década de 1980, o rock brasileiro entrou em declínio entre o fim daquela década com a chegada da década de 1990. A maioria das bandas que estouraram nos anos 1980, acabou ou voltou ao cenário alternativo. Das grandes bandas, apenas Legião Urbana, Titãs, Paralamas do Sucesso, Engenheiros do Hawaii e Barão Vermelho, conseguiram resistir e manter a popularidade em alta. Enquanto isso, num sentido oposto, o sertanejo, a axé music e a lambada estavam em franca ascensão e passaram a fazer parte do cardápio musical do público. A situação realmente não er nada animadora para o rock brasileiro. Tudo indicava que o futuro para o rock no Brasil não seria dos melhores. Mas por outro lado, a chegada da MTV ao Brasil em 1990 era o único fio de esperança para o combalido rock brasileiro. E como dizia o RPM nos anos 1980, “no underground, repousa o repúdio” , foi abrindo as portas para o underground, que a MTV Brasil se tornou uma plata...

“Lado B Lado A” (Warner, 1999), O Rappa

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Rappa Mundi (1996) deu a O Rappa, uma grande visibilidade no cenário do pop rock brasileiro em meados dos anos 1990. O segundo álbum de estúdio da banda carioca foi muito bem recebido pela crítica e pelo público. Apoiado em faixas que tiveram boa execução no rádio e na TV como “Pescador de Ilusões” e as releituras bem pessoais de “Vapor Barato” (sucesso de Gal Costa nos anos 1970) e a versão em português de “Hey Joe” (eternizado originalmente por Jimi Hendrix), Rappa Mundi vendeu mais de 300 mil cópias. O bom desempenho comercial e a avaliação positiva da crítica, não fizeram O Rappa repousar nos louros do sucesso de seu segundo álbum. A banda carioca queria mais, ir além, superar-se. E foi isso que o grupo buscou ao conceber o seu terceiro álbum de estúdio, Lado B Lado A . Em setembro de 1999, quando o álbum estava sendo lançado, o vocalista do Rappa, Marcelo Falcão, respondeu para o jornal Folha de S. Paulo : "Seria fácil fazer um ‘Rappa Mundi 2’ e ganhar mais grana, ...