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“Titanomaquia” (Warner, 1993), Titãs

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Por Sidney Falcão Os anos 1990 começaram como uma fase de instabilidade para os Titãs . Após quase uma década de sucesso consolidado, marcada por álbuns icônicos como Cabeça Dinossauro (1986) e Õ Blésq Blom (1989), o grupo viu sua coesão interna ser desafiada. A saída de Arnaldo Antunes, um dos membros fundadores, não apenas abalou a dinâmica criativa da banda, mas também expôs fissuras latentes entre os integrantes. Essa mudança, ocorrida após o lançamento de Tudo ao Mesmo Tempo Agora (1991) — um disco experimental que dividiu opiniões e enfrentou severas críticas —, adicionou ainda mais pressão sobre o grupo.   Em meio ao clima de insatisfação e tensão, a banda decidiu explorar um novo direcionamento sonoro, mais agressivo e visceral. A escolha de Jack Endino, produtor conhecido por seu trabalho com nomes de peso da cena grunge como Nirvana e Soundgarden, foi estratégica e simbólica. Mais do que uma decisão técnica, foi um grito de resistência em um momento em que o rock br...

“Mellon Collie And The Infinite Sadness” (1995, Virgin Records), Smashing Pumpkins

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Por Sidney Falcão Formada em 1987, em Chicago, a banda norte-americana Smashing Pumpkins estava em franca ascensão no começo dos anos 1990. Após o modesto sucesso do álbum de estreia, Gish , por meio de um selo pequeno, o Caroline Records, o quarteto formado por Billy Corgan (guitarra e vocais), James Iha (guitarra), D’Arcy Wretzky (baixo) e Jimmy Chamberlin (bateria), ganhou projeção mundial com Siamese Dream , segundo álbum da banda, e o primeiro lançado por uma grande gravadora, a Virgin Records.   Siamese Dream catapultou a banda para o estrelato puxado pelas faixas “Today”, “Cherub Rock”, “Disarm” e “Rocket”, que ajudaram o álbum a atingir a marca de 6 milhões de cópias vendidas em todo o mundo. Nada mal para uma banda que originária da cena do rock alternativo norte-americano. E pouco tempo, os Smashing Pumpkins estampavam capas de algumas das principais revistas de música do mundo como a Rolling Stone e Spin, e se tornaram atrações de destaque de festivais importantes como...

10 discos essenciais: Grunge

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Por Sidney Falcão Na segunda metade dos anos 1980, o mainstream milionário do rock norte-americano era dominado pelo glam metal, também chamado de “hair metal”. No Brasil, era tachado pejorativamente de “metal farofa”. O glam metal era um modismo caracterizado por bandas que praticavam um hard rock ou heavy metal com apelo mega comercial, em que músicos mais pareciam ter acabado de sair de um salão de beleza, com aquelas cabeleiras armadas e trajes extravagantes. Grupos como Poison, Cinderella, Motley Crue e Bon Jovi, foram algumas das bandas que mais “rodavam” nas rádios FM e na MTV dos Estados Unidos, além de terem boa projeção no resto do mundo. Naquele momento, parecia que o rock norte-americano estava condenado à mediocridade. Contudo, na longínqua Seattle, cidade natal de Jimi Hendrix (1942-1970), estado de Washington, no extremo noroeste dos Estados Unidos, um movimento musical estava em pleno estado de ebulição e que daria dentro em breve, um novo sopro de vida...