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Mostrando postagens com o rótulo 1960-1969

Giant Steps (Atlantic Records, 1960) John Coltrane

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Por Sidney Falcão Em 1959, John Coltrane estava no centro de uma transformação que ainda não havia terminado de acontecer. Seu saxofone acabara de participar das sessões de Kind of Blue , d e Miles Davis, álbum que levaria o jazz para uma nova concepção de improvisação. Ao mesmo tempo, Coltrane já procurava outra direção. Enquanto Miles reduzia a movimentação harmônica para oferecer aos músicos mais espaço melódico, Coltrane parecia cada vez mais interessado em fazer o contrário: multiplicar os acordes, acelerar as mudanças e descobrir até onde um improvisador poderia avançar dentro delas. Vinte e quatro dias depois da primeira sessão de Kind of Blue , em 26 de março, Coltrane entrou nos estúdios da Atlantic para começar o trabalho que resultaria em Giant Steps . A distância entre os dois projetos é pequena no calendário e enorme na música. Coltrane chegava àquele momento depois de atravessar uma das fases mais difíceis de sua vida. O vício em heroína havia contribuído para sua saída d...

10 discos essenciais: Jorge Ben Jor

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Por Sidney Falcão Uma das figuras mais emblemáticas e inovadoras da música brasileira, Jorge Ben, também conhecido como Jorge Ben Jor, nasceu em 22 de março de 1939, no Rio de Janeiro, tendo como nome de batismo Jorge Duílio Lima Menezes. Sua obra rompeu barreiras estilísticas e foi além dos rótulos. Enquanto movimentos como a bossa nova, a jovem guarda e a tropicália definiam linhas estéticas claras, Jorge Ben Jor trilhou um caminho único, consolidando-se como o grande mestre do samba-rock — um subgênero vibrante que mescla a cadência do samba à energia do rock and roll, com uma boa dose de ritmos afro-brasileiros.   O que separa Jorge Ben Jor de seus contemporâneos é sua capacidade de criar uma sonoridade inconfundível, fruto da combinação entre sua batida percussiva no violão e letras que transitam entre temas como negritude, espiritualidade, mulheres e futebol. Suas composições são carregadas de um balanço irresistível, mas também carregam uma sofisticação harmônica que ref...

Blonde On Blonde (Columbia Records, 1966), Bob Dylan

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Por Sidney Falcão Há discos que soam como um instante de revelação; outros, como o próprio colapso do mundo. No caso de Blonde On Blonde , ele é ambos. Este álbum duplo nasceu do exaustivo ciclo que levou Bob Dylan do trovador de café universitário ao profeta elétrico de arenas — uma ascensão tão vertiginosa que só poderia culminar em vertigem. O Dylan que chegou a esse álbum era um homem de vinte e cinco anos, cercado por câmeras, fãs e anfetaminas, recém-casado com Sara Lowndes e arrastado por uma turnê incessante que já o fazia dormir em pé. Um poeta perseguido pela própria claridade.   Blonde on Blonde era o terceiro capítulo de uma trilogia que começara em 1965 com os álbuns Bringing It All Back Home e Highway 61 Revisited : o ciclo elétrico que redefiniu o rock. Se os dois anteriores soavam como um choque entre poesia e corrente alternada, Blonde On Blonde expandia essa colisão para uma escala sinfônica. O primeiro álbum duplo da história do rock não apenas dobrava o t...