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Mostrando postagens com o rótulo Reggae

Rastaman Vibration (Island Records / Tuff Gong, 1976), Bob Marley & The Wailers

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Por Sidney Falcão O ano era 1976. A Jamaica queimava em meio a facções políticas rivais, ruas divididas entre o Partido Nacional Popular (PNP) e o Partido Trabalhista Jamaicano (JLP - Jamaica Labour Party), enquanto os ecos de violência, pobreza e esperança se misturavam no calor das noites de Kingston. Nesse cenário de pólvora e fé, Bob Marley & The Wailers lançavam Rastaman Vibration , o disco que transformaria o cantor em embaixador global de um povo e de um gênero, e que também o colocaria na linha de fogo — literal e metaforicamente.   É nesse registro que Bob Marley (1947-1981) encontra seu equilíbrio mais delicado: a ponte entre a mensagem rastafári, carregada de profecia e resistência, e a sedução pop capaz de levar o reggae às paradas da Billboard . O álbum trazia hinos de indignação, apelos de igualdade e canções de dor urbana, mas também soava moderno, com arranjos enriquecidos por sintetizadores e guitarras mais incisivas, prontos para cativar o ouvido ocident...

Bora Bora (EMI-Odeon, 1988), Os Paralamas do Sucesso

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Por Sidney Falcão Em 1988, Os Paralamas do Sucesso já não eram mais “aquela banda de Vital e Sua Moto”. Depois de Selvagem? , disco que expandiu seu som para muito além do rock carioca, Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone se viam no meio de uma encruzilhada criativa. Haviam experimentado ritmos afro-caribenhos, conquistado plateias na América Latina, tocado no Festival de Montreux, gravado ao vivo fora do país e começavam a despertar o interesse da matriz inglesa da EMI. Mas havia também algo mais íntimo moldando o que viria: o fim do relacionamento de Herbert com Paula Toller, vocalista do Kid Abelha.   Foi nesse contexto de expansão geográfica e recolhimento emocional que nasceu Bora Bora, o quarto álbum de estúdio da banda — uma obra em que sol e sombra se dividem em lados quase antagônicos: de um lado, a vibração ensolarada e dançante dos metais; de outro, a introspecção dolorida e melancólica de quem escreve com o coração em ferida aberta.   Gravado no estúdio ...

“Natty Dread” (Island Records / Tuff Gong, 1974), Bob Marley & The Wailers

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Por Sidney Falcão   Antes da gravação do álbum Natty Dread , os Wailers passaram por uma mudança significativa com a saída de dois dos seus membros fundadores: Peter Tosh (1944-1987) e Bunny Wailer (1947-2021). Essa separação foi um ponto crítico na trajetória da banda. Tosh e Wailer decidiram seguir carreiras solo, levando consigo suas distintas influências e vozes. A saída deles deixou Marley na posição de líder incontestável da banda.   Essa mudança de formação, embora desafiadora, também abriu novas oportunidades. Marley recrutou as I-Threes, um trio de vocalistas composto por Rita Marley, Judy Mowatt e Marcia Griffiths. A inclusão das I-Threes trouxe uma nova dimensão ao som da banda, adicionando harmonias ricas e vocais de apoio que se tornariam uma marca registrada nas gravações subsequentes.   Além da inclusão das I-Threes, os Wailers passaram por mais algumas mudanças de integrantes. O tecladista Earl Lindo (1953-2017) deixou os Wailers para integrar a band...

"Rappa Mundi" (Warner, 1996), O Rappa

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Por Sidney Falcão O ano era 1996, e a banda O Rappa, após um primeiro disco que não conquistou grandes holofotes, se preparava para o lançamento de seu segundo álbum de estúdio. Intitulado Rappa Mundi , o álbum foi produzido por Liminha, renomado produtor que esteve por trás da produção de grandes álbuns do rock brasileiro dos anos 1980, assim como também de alguns álbuns da nova geração do estilo nos anos 1990. A história da banda sofreu mudanças significativas desde seu álbum inaugural, em 1994. O Rappa, que teve uma saída pessoal com Nelson Meirelles, viu Lauro Farias assumir o contrabaixo, vindo da colaboração com Marcelo Yuka no KMD-5. Essa troca não só definiu a nova direção sonora da banda, mas também a sua escalada no cenário musical brasileiro. Lançado em setembro de 1996 através da gravadora Warner Music, Rappa Mundi , segundo álbum de estúdio do O Rappa, é uma síntese musical diversificada. Ao longo de suas treze faixas, o álbum apresenta uma mistura notável de estilos...