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Giant Steps (Atlantic Records, 1960) John Coltrane

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Por Sidney Falcão Em 1959, John Coltrane estava no centro de uma transformação que ainda não havia terminado de acontecer. Seu saxofone acabara de participar das sessões de Kind of Blue , d e Miles Davis, álbum que levaria o jazz para uma nova concepção de improvisação. Ao mesmo tempo, Coltrane já procurava outra direção. Enquanto Miles reduzia a movimentação harmônica para oferecer aos músicos mais espaço melódico, Coltrane parecia cada vez mais interessado em fazer o contrário: multiplicar os acordes, acelerar as mudanças e descobrir até onde um improvisador poderia avançar dentro delas. Vinte e quatro dias depois da primeira sessão de Kind of Blue , em 26 de março, Coltrane entrou nos estúdios da Atlantic para começar o trabalho que resultaria em Giant Steps . A distância entre os dois projetos é pequena no calendário e enorme na música. Coltrane chegava àquele momento depois de atravessar uma das fases mais difíceis de sua vida. O vício em heroína havia contribuído para sua saída d...

I Feel For You (Warner, 1984), Chaka Khan

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Por Sidney Falcão   Em 1984, Yvette Marie Stevens — a mulher que o mundo conhecia como Chaka Khan — estava em uma encruzilhada. Após anos de uma parceria criativa, mas muitas vezes tempestuosa, com a potência funk-soul Rufus, a banda se dissolveu depois do lançamento do aclamado álbum ao vivo Stompin ' at the Savoy – Live (1983). A diva de voz bruta e alcance incomparável havia assinado seu contrato solo com a Warner Bros. Records em 1978, lançando álbuns individuais em paralelo à carreira com o Rufus.   Já livre da banda que a revelou, a carreira solo de Khan decolou com seu quinto disco de estúdio, I Feel For You — um trabalho em que ela abandona os escombros do passado e se lança à estratosfera de uma nova era, tornando-se uma estrela pop. Este não era apenas mais um álbum de R&B; era um manifesto futurista, uma fusão ousada que redefiniria o som urbano da década e, nas palavras de um crítico, se destacaria como seu “momento mais grandiosamente sustentado de arte ...

Children Of The World (RSO Records, 1976), Bee Gees

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Por Sidney Falcão   A virada dos anos 19 60 para os anos 19 70 começou turbulenta para os Bee Gees . Depois do sucesso com baladas melódicas como “Massachusetts” e “Words”, os Bee Gees enfrentaram desgaste interno e mudanças no gosto do público. O álbum Cucumber Castle (1970), lançado enquanto Robin Gibb (1949-2012) deixava temporariamente o grupo, teve recepção morna. Mesmo com o retorno de Robin e discos como “ 2 Years On ” (1970), Trafalgar (1971) e To Whom It May Concern (1972), a popularidade da banda declinava, presa a um estilo vocal e orquestral que já não dialogava com o novo som dos anos 19 70.   Em 1973, com Life In A Tin Can , a crise artística e comercial atingiu o fundo do poço — o álbum foi um fracasso. A gravadora RSO começava a duvidar do potencial comercial da banda. Robert Stigwood (1934-2016) , diretor da RSO, decidiu não desistir dos Bee Gees, mas buscou uma nova direção. Por sugestão de Jerry Wexler (1917-2008) e Ahmet Ertegun (1923-2006) , d...