Destroyer (Casablanca Records, 1976), Kiss
Por Sidney Falcão Há álbuns que não apenas marcam uma banda, mas definem a sua sobrevivência. Em março de 1976, o Kiss lançou Destroyer , quarto trabalho de estúdio e a obra que separou o grupo de ser apenas um fenômeno de palco para se tornar, de fato, um gigante da indústria fonográfica. Não foi um caminho sem tropeços: a crítica o desprezou, parte dos fãs torceu o nariz, e a própria banda entrou em choque com seu produtor. Mas é justamente desse atrito que nasce a força deste disco — um artefato sonoro que funde espetáculo e disciplina, grandiloquência e crueza, ingenuidade e ambição. Até 1975, o Kiss vivia de sua reputação incendiária ao vivo. Os três primeiros álbuns ( Kiss e Hotter than Hell , ambos de 1974, e Dressed to Kill , de 1975) não venderam como o esperado, e foi só com Alive! — o registro ao vivo que capturou a eletricidade da banda no palco — que o grupo se transformou em sensação nacional. O sucesso foi tamanho que salvou a Casablanca Records, seu ...