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“Nação” (EMI-Odeon, 1982), Clara Nunes

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Por Sidney Falcão Após uma década em que se revelou uma das maiores cantoras do Brasil e campeã em vendagens de discos, a década de 1980 que se iniciava mostrava-se promissora para Clara Nunes. Embora tenha alcançado a fama como cantora de samba, Clara demonstrava uma vontade de não se prender a apenas um estilo musical. A partir de 1977, Clara passou a experimentar outros estios musicais, mas sempre priorizando estilos brasileiros como ritmos nordestinos como o xote e baião, e afro-brasileiros como o jongo e o ijexá. E as suas incursões foram da bolha do samba foram surpreendentes e bem-sucedidas. “Feira de Mangaio”, por exemplo, do álbum Esperança (1979), é um forró que ela gravou com Sivuca e que se tornou um dos maiores sucessos da sua carreira, e comprovava que Clara não era apenas uma grande sambista, mas que podia trilhar em outras esferas musicais. O que não era uma novidade, pois Clara era uma cantora romântica de bolero e samba-canção nos primeiros discos, mu...

“Dookie” (1994, Reprise), Green Day

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Por Sidney Falcão Após muita exposição midiática e sofrer um duro golpe com a morte de Kurt Cobain, líder do Nirvana, em abril de 1994, o grunge começa a entrar em declínio. Num sentido oposto, do outro lado Atlântico, o britpop está em franca ascensão no Reino Unido, e em pouco tempo, dominará o mundo. É nesse cenário que uma nova tendência vinda da costa oeste dos Estados Unidos despontava fazendo um revivalismo de um velho conhecido: o punk rock. A tal tendência era o pop punk, que resgatava o ritmo furioso do punk, acrescentando a ele acrescentava melodia pop, solos rápidos e curtos de guitarra, cujo resultado final era um tipo de música agressiva e ao mesmo tempo acessível, de fácil consumo do ponto de vista radiofônico. Não tardou para que bandas pop punks caíssem no gosto do público jovem, assinassem contrato com grandes gravadoras e rapidamente alcançassem o estrelato. Quem não gostou nada disso foram os antigos punks que viram naquela nova tendência, um desvirtuame...

“Virgem” (Philips, 1987), Marina Lima

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Por Sidney Falcão O álbum Fullgás (1984) transformou Marina Lima (que na época assinava apenas Marina) numa grande estrela do pop rock brasileiro e numa “máquina” de fazer canções de sucesso, resultado de uma bem-sucedida pareceria entre ela e seu irmão, o poeta Antônio Cícero. Em 1985, veio o álbum Todas , que puxado pelas músicas “Eu Te Amo Você”, “Nada Por Mim” e “Difícil”, vendeu mais de 250 mil cópias, rendendo uma grande turnê que percorreu todo o Brasil. Dessa turnê saiu o primeiro álbum gravado ao vivo da cantora carioca, Todas Ao Vivo , lançado em 1986, e que também foi sucesso de vendas. Em dezembro de 1987, Marina lançou o seu sétimo álbum de estúdio, Virgem , produzido pelo consagrado saxofonista e produtor, Léo Gandelman. Numa entrevista para a revista Bizz , publicada na edição de fevereiro de 1988, Marina disse que a sua vida havia passado por mudanças: trocou de residência, viajou para a Europa, mudou de empresária e terminou um relacionamento amoroso. Se...